Espiritualidade Escoteira tá na Veia

MOTIVAÇÕES PARA DOAÇÃO DE SANGUE

INTRODUÇÃO

A doação de sangue é, ainda hoje, considerada uma questão de interesse mundial, uma vez que não há uma substância que possa, em sua totalidade, substituir o tecido sanguíneo tão necessário à vida.

Os hemocentros têm enfrentado dificuldades em manter os estoques de sangue regulares para atender às demandas específicas e emergenciais, colocando em risco a saúde e a vida da população.

Anos atrás, a situação das doações de sangue em alguns serviços do Brasil, muitas vezes realizadas por presidiários em troca de cigarros, ou por mendigos em busca de remuneração, culminou com a extinção da doação remunerada de sangue. O Brasil que, naquela época, tinha 80% da doação remunerada, passou a ter exclusivamente doadores voluntários.

Com as mudanças ocorridas no relacionamento entre doadores e bancos de sangue ao longo do tempo, o caráter altruísta do ato de doar passou a ser foco de atenção mundial, assim como a motivação dos doadores. O aumento da complexidade da medicina aumentou a demanda pelo uso do sangue e seus componentes. Cerca de 3 (três) milhões de unidades são coletadas anualmente no Brasil, com conseqüente consumo de componentes, sendo que frequentemente há problemas de desabastecimento.

OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL

 Identificar e explicar os principais motivos e atributos relacionados ao processo de doar sangue que influenciam na decisão da doação.
 Identificar os principais motivos que influenciam na decisão para doar sangue e explicá-los;
 Identificar os principais atributos relacionados ao processo de doar sangue, avaliar sua importância e explicá-los;
 Sugerir ações que possibilitem ampliar o número de doadores satisfeitos.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A HISTÓRIA DA HEMOTERAPIA NO MUNDO → A história do sangue, utilizado com finalidade terapêutica, é marcada por acontecimentos ocorridos ao longo dos séculos, evoluindo com a hemoterapia como atividade médica fundamentada na pesquisa científica e não, como no passado, em tentativas empíricas. São de 1492 os primeiros fatos registrados dos quais se tem conhecimento em relação à doação de sangue, quando o Papa Inocêncio VIII, portador de doença renal crônica, recebeu transfusão sanguínea de três jovens, vindo a falecer o receptor e os doadores.

A HEMOTERAPIA NO BRASIL → No Brasil, a hemoterapia começou a ser utilizada no início da década de 40, com a criação do primeiro Banco de Sangue em Porto Alegre, seguido de Pernambuco e Rio de Janeiro. Dispersos entre si, esses primeiros serviços praticavam uma hemoterapia rudimentar. Em 1950, profissionais da área se mobilizaram criando organizações com o propósito de contribuir para o desenvolvimento da hematologia e da hemoterapia brasileira, mas, mesmo assim, a baixa qualidade dos procedimentos laboratoriais e transfusionais, a deficiência da tecnologia e de pessoal tecnicamente qualificado em todos os níveis era indiscutível. As doações eram remuneradas, com predominância de doadores de baixa renda; também não havia uniformização nos procedimentos e a produção era insignificante, não atendendo a demanda. À época não havia política governamental, diretrizes e recursos orçamentários.

LEGISLAÇÃO EM HEMOTERAPIA

A legislação envolvendo os doadores de sangue tem início com a Lei nº 1.075 de 27 de março de 1950, que concedia abono do dia de trabalho e consignava louvor na folha de ponto de servidores militares, funcionários públicos civis e de autarquias que realizavam doação de sangue devidamente comprovada em bancos de sangue estatais ou para-estatais. Os que não se enquadravam nessas categorias de trabalho eram incluídos nos que prestam serviços relevantes à pátria e à sociedade.

Essa lei já indicava a preocupação de incentivar a doação voluntária, mencionada como um ato de heroísmo e um sacrifício em prol da comunidade. Porém, a dispensa de ponto era encarada claramente como um objetivo em si por parte do doador, que deixava de ser um herói, e passava a ser alguém que doa sangue por interesse próprio, em troca de receber determinadas vantagens. Muitos anos se passaram sem que nada fosse publicado pelo governo em relação à doação de sangue e, em 1964, através do Decreto nº 53.988, foi instituído o 25 de novembro como o "Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue” que pode ser considerado um reconhecimento do ato de doar sangue.

A MOTIVAÇÃO E SUAS TEORIAS

O processo de motivação reside numa dinâmica profunda, complexa e fundamental, capaz de levar cada um a se envolver em processos de escolha e decisões de ação, não se servindo apenas de reações psicodinâmicas aparentes e atuais. Atualmente, entende-se que a motivação é muito mais ampla do que os comportamentos que tem a propriedade de disparar. Tudo isso deve ser considerado de maneira especial, sob o ponto de vista do próprio indivíduo que a vivencia, e não unicamente sob o ângulo de quem a observa.

As pessoas demonstram ter interesses distintos umas das outras. Consequentemente, é razoável imaginar que não estejam fazendo a mesma coisa pelas mesmas razões. É dessa diversidade que advém a imensa riqueza e a principal fonte de entendimento do contraditório e elaborado fenômeno da motivação humana. A configuração mais nítida do comportamento motivacional começa antes de qualquer coisa, quando se consegue separar dois tipos de ações: aquelas empreendidas pelo indivíduo e que foram condicionadas por fatores externos das que espontaneamente são emitidas pela própria pessoa.

O critério original de motivação e aquele que ainda é usado por todos os seres humanos, exceto os psicólogos behavioristas, é o subjetivo. A motivação surge quando se sente desejo, ou carência, ou anseio, ou falta.

RESUMO

OBJETIVOS: Detectar a significação do ato de doar sangue e elementos ligados à decisão de tornar-se um doador; conhecer as dúvidas ligadas à doação e opiniões quanto à organização do serviço; identificar estratégias mais eficientes para o desenvolvimento de um programa de doação voluntária e a relevância da relação profissional-usuário na conquista de doadores voluntários e habituais.

MÉTODOS: Estudo qualitativo de natureza exploratória. Os sujeitos foram 15 (quinze) doadores voluntários de um banco de sangue.

RESULTADOS: A doação é um ato solidário e salvador de vidas; as motivações refletem interesses pessoais e humanitários; deve-se informar e educar a população; a atitude do profissional influencia o comportamento do doador.

CONCLUSÕES: Torna-se indispensável desenvolver uma comunicação para reduzir medos e motivar as pessoas bem como desenvolver uma filosofia de atendimento apoiada na humanização das relações para a fidelização de doadores voluntários.

45º Grupo Escoteiro Padre Caetano Minette de Tillesse's picture
from Brazil, 3 years ago

Project Period

Started On
Friday, July 1, 2016
Ended On
Wednesday, November 30, 2016

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27

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60
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Topics

Youth Programme

SDG

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